Nesta sexta-feira, 25 de maio de 2012 acontecerá o seminário “África está em nós”. Com inicio às 19 horas no auditório da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), campus de Imperatriz e entrada gratuita. O evento, em comemoração ao dia da África, irá discutir a história do movimento negro em Imperatriz e a colaboração da cultura africana na construção da identidade brasileira.
O seminário é organizado pelo Projeto ALMA, que reescreve as histórias das comunidades quilombolas de Alcântara – MA, desde o ano de 2010 em parceria com o Centro de Cultura Negra Negro Cosme (CCNNC). O mesmo tem a finalidade de contribuir na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, fundamentada na responsabilidade individual e social do ser humano.
O evento é aberto para comunidade acadêmica e demais interessado pela temática. Os participantes do seminário receberão certificado eletrônico de três horas extracurriculares. Mais informações pelos fones (99)9159-1491 Raylson Lima e (99)9167-7748 Edelblan Conrado.
Centro de Cultura Negra Negro Cosme
terça-feira, 29 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Uma Pausa para Refletir sobre o Racismo: Leitura na Praça da Cultura
Estamos no decorrer da Semana do 13 de Maio, data esta que, historicamente e erroneamente, foi comemorada como o dia da "abolição da escravatura", onde todas as homenagens eram dadas à famosa Princesa Izabel, que assinou a Lei Áurea, sem, contudo, fazer menção a árdua luta dos abolicinistas, sobretudo, do povo negro que tanto lutou pela liberdade, e, ainda luta.
Atualmente, vivemos um momento em que precisamos ressignificar esse 13 de maio, em especial, sob a luz da Lei 10.639/2003 (Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana), que tem como um dos seus objetivos, resgatar a história de luta e resistência dos afrodescendentes, positivando essa história.
Nesse sentido, o Dia 13 de Maio é considerado, atualmente, o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo, e assim deve ser refletido, pesquisado e lembrado nas escolas, universidades e nos demais espaços da sociedade.
Por este propósito, a Coordenação da Educação da Igualdade Racial de Imperatriz CEIRI, em parceria com o Centro de Cultura Negro Cosme de Imperatriz, realizará nesta semana uma programação alusiva ao dia 13 de Maio.
PROGRAMAÇÃO
Leitura na Praça: Uma Pausa para Refletir sobre o Racismo.
Exposição de textos, desenhos, livros sobre "O Racismo, o preconceito e a discriminação raciais, a luta e a resistência do povo negro por uma sociedade mais justa e igualitária, e outros temas afins.
HORÁRIO: 08h às 17:30h.
LOCAL: Praça da Cultura.
Convidamos as escolas, as universidades e a comunidade em geral para se fazerem presente nesse importante momento de reflexão e aprendizagem. Pedimos aos/às Gestores/as, Coordenadores/as Pedagógicos/as e Professores/as que orientem os estudantes no sentido de realmente aproveitarem a visita neste evento para lerem os textos expostos, realizarem pesquisas e aproveitarem de forma eficaz, para que este momento seja realmente um momento de aprendizagem. Lembrem-se: É uma excelente oportunidade para as escolas darem mais um passo rumo à implementação da Lei 10.639/2003.
Contamos com a presença de todos/as.
Atenciosamente: Equipe CEIRI (Mª Luísa, Doralice, Eró e Gisêuda).
Contatos: 3524-0089 (Escola Dorgival); 8815-8111 (Doralice); 8811-3672 (Eró); 8115-6155 (Mª Luísa)
sexta-feira, 27 de abril de 2012
CEIRI REALIZA FINAL DO II FESTIVAL DE MÚSICA NEGRA
A Coordenação da Educação da Igualdade Racial de Imperatriz (CEIRI) realizou nesta noite de sexta-feira (27/04/12), a etapa final do II Festival de Música Negra. O evento aconteceu no pátio da Escola Dorgival Pinheiro de Sousa, que ficou pequeno para tamanho público, e contou com o apoio do Centro de Cultura Negra Negro Cosme de Imperatriz e seus parceiros; Secretaria Estadual de Educação, através da Unidade Regional de Educação de Imperatriz (UREI) e a Prefeitura Municipal de Imperatriz, por meio da Fundação Cultural.
O Festival é uma iniciativa pedagógica, inserida no contexto da Lei 10.639/2003 (Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana). Nesse sentido, as músicas apresentadas, constituíram um repertório afro-brasileiro, incluindo gêneros musicais de influência afro; músicas de autores/as negros/as e músicas abordando a luta contra o racismo, o preconceito e a discriminação raciais.
Os/as participantes (cantores intérpretes) foram estudantes regularmente matriculados(as) em Escolas públicas (Ensino Fundamental e Médio), da regional de Imperatriz, onde os mesmos concorreram em categoria única. O que mais chamou a atenção do festival foi o alto nível musical dos/as estudantes, fazendo do evento um grande show da música black brasileira e imperatrizense, sendo que três das músicas apresentadas foram composições dos próprios estudantes.
Nesta finalíssima do II Festival de Música Negra, concorreram doze músicas:
Pela alta qualidade dos trabalhos apresentados, ficou difícil para os jurados escolherem os vencedores. A premiação foi troféus para 1º, 2º e 3º lugar (pelo júri técnico) e 1º lugar (júri popular). O resultado final foi o seguinte:
JÚRI TÉCNICOJÚRI POPULARVencedores do II Festival de Música Negra (da direita para esquerda): Wesley Lucas Silva Amorin (1º júri técnico); Wislane Silva Furtado (2º júri técnico, 1º júri popular); David Michel Araújo da Silva - (3º júri técnico).Escola Mourão Rangel
Escola Edison Lobão
Escola Governador Archer
Escola Francisco Alves - Davinópolis
Escola Castelo Branco
Escola Dorgival Pinheiro de Sousa
Escola Caminho do Futuro
Escola Mourão Rangel
Escola Raimundo Soares da Cunha
Escola Graça Aranha
quinta-feira, 26 de abril de 2012
STF DECIDE: POLÍTICA DE COTAS RACIAIS NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS É CONSTITUCIONAL
A política de cotas raciais nas universidades públicas é fruto da árdua luta do movimento negro. Através do mito da democracia racial, disseminou-se a ideia de que o Brasil era um exemplo de harmonia entre as diferentes etnias, não havendo, portanto, preconceito e discriminação raciais. Enquanto isso, negros/as e indígenas sentiam, e ainda sentem, na pele o peso da discriminação e da exclusão social.
No entanto, o Movimento Negro investiu em estudos e pesquisas no sentido de mostrar as enormes desigualdades raciais existentes em nosso país. Nesse sentido, estatísticas tornaram-se instrumentos fundamentais para demonstrar as profundas distorções raciais, até então camufladas pelo mito da democracia racial.
Ao evidenciar as desigualdades raciais em vários setores sociais, inclusive na educação, concomitantemente o Movimento Negro exigia e exige políticas de ações afirmativas voltadas aos afrodescendentes, com o objetivo de corrigir injustiças sociais históricas que recaem sobre o povo negro brasileiro. Dentre essas políticas, as cotas raciais nas universidades públicas. Dessa forma, as cotas raciais foram adotadas em várias universidades públicas do país. Contudo, não era de se estranhar que um país acostumado com o mito da democracia racial e onde uma pequena parcela social, tradicionalmente privilegiada e beneficiada com as desigualdades raciais e sociais, se levantasse contra a política de cotas nas universidades públicas.
Assim sendo, o tema foi parar no STF. Finalmente justiça foi feita e o STF decidiu, num placar de dez votos a zero: as cotas raciais nas universidades públicas são constitucionais. A decisão significa que a democracia brasileira avançou e a cada dia amadurece. Os desiguais começam a ser tratados como desiguais para se tornarem iguais. O quesito cor, tão determinante para as desigualdades raciais e sociais, com a decisão do STF passa a ser utilizado para fazer o caminho inverso, isto é, criar possibilidades iguais para que brancos, negros e indígenas sejam proporcionalmente representados no campo da educação superior.
Um dos argumentos daqueles/as contrários às cotas raciais é de que as cotas com base no fator econômico seriam mais justas. Contudo, cotas com base no quesito econômico não funcionariam como reparação aos séculos de escravidão, discriminação e exclusão social da população negra no Brasil. Hoje, neste 26 de abril de 2012, data histórica para os/as negros/as do Brasil, no decorrer do julgamento das cotas raciais no STF, a ministra Rosa Weber argumentou que “a disparidade racial no Brasil é flagrante e que a política de cotas não seria razoável se a realidade social brasileira fosse outra”. A ministra afirmou ainda que “a pobreza tem cor no Brasil: negra, mestiça, amarela. Se a quantidade de brancos e negros pobres fosse aproximada, seria plausível dizer que o fator cor é desimportante”.
O reconhecimento de que o Brasil não é e nunca foi um paraíso de democracia racial é resultado da luta do Movimento Negro. E é somente a partir desse reconhecimento que tornam-se possíveis medidas no sentido construirmos uma sociedade realmente democrática e equânime.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
ALTERAÇÃO DO LOCAL DA FINAL DO II FESTIVAL DE MÚSICA NEGRA
Em função da grandiosidade e sucesso da 1ª etapa (pré-seleção) do II Festival de Música Negra, concluiu-se que o Espaço do Zuzinha (na Fundação Cultural de Imperatriz) não comportaria tamanho público. Diante disso, houve alteração quanto ao local da fase final.
Novo Local: Pátio da Escola Dorgival Pinheiro de Sousa (Rua Simplício Moreira, Centro - Imperatriz-MA). A entrada será pelo portão da Rua Gonçalves Dias, Praça Mané Garrincha.
Horário: 19h.
Venha prestigiar mais este evento de valorização da cultura negra em Imperatriz.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Caríssimos(as) companheiros(as) de trabalho, parceiros(as) e comunidade em geral,
Gostaríamos de relembrá-los(as) da culminância do projeto II FESTIVAL DE MÚSICA NEGRA, realizado pela UREI, através da CEIRI, em parceria com as escolas públicas estaduais, pertencentes à regional de Imperatriz/MA.
Este festival, que acontecerá em duas etapas, faz parte dos trabalhos realizados pela CEIRI nas comunidades escolares, em consonância com as Leis: 10.639/03 e 11.645/08.
1- Pré-Seleção
Data: 24/04/2012.
Horário: 19h00min.
Local: Auditório da UFMA (Rua Urbano Santos, entre as ruas Simplício Moreira e Coriolano Milhomem).
2 - Final
Data: 27/04/2012.
Horário: 19h00min.
Local: Espaço do Zuzinha (Fundação Cultural de Imperatriz, Rua Luís Domingues, esquina com a Rua Simplício Moreira).
Contamos com a valiosa presença de todos e todas.
NOTA: Na final (27/04/2012) haverá premiação por aclamação popular, portanto, organize sua torcida e leve ao festival.
Abraço Afro musical,
Coordenação da CEIRI (Dora, Eró, Gisêuda e Maria Luísa)
Gostaríamos de relembrá-los(as) da culminância do projeto II FESTIVAL DE MÚSICA NEGRA, realizado pela UREI, através da CEIRI, em parceria com as escolas públicas estaduais, pertencentes à regional de Imperatriz/MA.
Este festival, que acontecerá em duas etapas, faz parte dos trabalhos realizados pela CEIRI nas comunidades escolares, em consonância com as Leis: 10.639/03 e 11.645/08.
1- Pré-Seleção
Data: 24/04/2012.
Horário: 19h00min.
Local: Auditório da UFMA (Rua Urbano Santos, entre as ruas Simplício Moreira e Coriolano Milhomem).
2 - Final
Data: 27/04/2012.
Horário: 19h00min.
Local: Espaço do Zuzinha (Fundação Cultural de Imperatriz, Rua Luís Domingues, esquina com a Rua Simplício Moreira).
Contamos com a valiosa presença de todos e todas.
NOTA: Na final (27/04/2012) haverá premiação por aclamação popular, portanto, organize sua torcida e leve ao festival.
Abraço Afro musical,
Coordenação da CEIRI (Dora, Eró, Gisêuda e Maria Luísa)
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)



